Posts de Dezembro, 2007

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Configurando o micro para jogos

Dezembro 4, 2007
Introdução
Antes de mais nada, vamos tentar entender porque devemos “configurar” o micro. Ele já não estaria preparado para “rodar” qualquer tipo de programa? Porque seria diferente para joguinhos?Para o usuário, assim que um novo processador é criado, logo vem a idéia de que ele será mais “poderoso” e rápido do que seu modelo anterior. Todos nós por dedução concluímos que um Pentium é mais rápido e “poderoso” que um 486 e este mais rápido e “poderoso” que um 386, e assim por diante. Construir processadores diferentes significa construir processadores incompatíveis. Como um programa escrito para um processador antigo poderá “rodar” em um processador novo se este é totalmente diferente? Em outras palavras, teoricamente um programa escrito para ser “rodado” em um XT (que utilizava um processador chamado 8088) não “rodaria” em um Pentium, pois são processadores diferentes, logo incompatíveis.

Para não cair neste problema, a partir do 286, a Intel criou para os seus processadores dois modos de operação: modo real e modo protegido. E aí é que está a explicação de tudo. No modo real, o processador se porta exatamente igual ao antigo processador 8086, um processador antiquado no qual foi baseado aos primeiros PCs. É no modo protegido que o processador “ganha” todo o ser “poder”, possuindo mais instruções e recursos extras, tais como multitarefa e memória virtual.

A Microsoft, assim como a Intel, não abre mão da retrocompatibilidade. Desta forma, o seu sistema operacional mais antigo – o MS-DOS – deveria “rodar” tanto no moderno Pentium Pro quanto no XT. Não é difícil adivinhar que o MS-DOS é um programa que “roda” em modo real – o único modo de operação que torna compatível todos os processadores da família Intel.

Em modo real o processador adquire todas as características do processador 8086, em especial o acesso a somente 1 MB de memória. No projeto do PC, esta área foi dividida em 16 bancos de 64 KB, sendo os 10 primeiros reservados para a memória RAM. No XT o máximo de memória RAM que poderíamos ter era justamente 10 bancos x 64 KB = 640 KB de memória.

Ora, se o MS-DOS está trabalhando em modo real, logo o seu micro se transforma num XT, não importando que processador você utilize. Um super Pentium com 128 MB de memória RAM não adiantará de muita coisa se você estiver utilizando o MS-DOS: ele só enxergará 640 KB de memória, pois estará trabalhando em modo real.

Qual a solução? Não trabalhar mais no modo real! Todos os outros sistemas operacionais atualmente existentes para PCs trabalham em modo protegido – em especial o Windows 95, OS/2 e Windows NT. Neste tipo de sistema operacional você não possui limite de memória, pois processadores a partir de 386 conseguem trabalhar diretamente com até 4 GB de memória RAM quando estão em modo protegido, mais a técnica de memória virtual – que em poucas palavras é uma técnica que permite ao processador “simular” memória RAM em um arquivo no disco rígido, arquivo este chamado arquivo de troca (swap file).

O Windows 3.x não é um sistema operacional, mas sim um programa para MS-DOS. Sua grande vantagem é, além de tornar tarefas mais fáceis de serem executadas, trabalhar em modo protegido. Sim, o Windows 3.x, apesar de ser um programa para MS-DOS, trabalha em modo protegido. E só por este motivo o MS-DOS sobreviveu a tantos anos de luta: sem MS-DOS não podemos rodar o Windows 3.x.

Conclusão: somente programas escritos para MS-DOS apresentam problemas de falta de memória, pois o sistema só reconhece 640 KB, não importando o quanto de memória você possua instalado em seu micro! Programas escritos para Windows 3.x, Windows 95, OS/2 e Windows NT nunca apresentam erros de falta de memória! (Pelo menos teoricamente. Estes sistemas podem sim apresentar erro de falta de memória, mas nunca diretamente causados pela “configuração” de um programa em particular.)

Que tipo de programa ainda é escrito para o MS-DOS? Joguinho!

Existem outras maneiras de se “quebrar” o limite de 640 KB imposto pelo MS-DOS.

DOS4GW
Vimos que o MS-DOS só reconhece 640 KB de memória, não importando o quanto de memória RAM você tenha em seu micro. Isto ocorre porque o MS-DOS trabalha em modo real, que transforma o seu micro em um XT. Para reconhecer mais memória e tornar o seu micro realmente “poderoso”, deveremos trabalhar em modo protegido. Neste modo o processador acessa diretamente a até 4 GB de RAM e ganha recursos extras, tais como multitarefa e memória virtual. Todos os outros sistemas operacionais trabalham em modo protegido. Até o Windows 3.x trabalha em modo protegido. Joguinhos em sua maioria, porém, são escritos para o MS-DOS. Neste caso, o que deveremos fazer se o joguinho exigir mais do que 640 KB de RAM?A primeira alternativa – e mais lógica, do ponto de vista técnico – seria fazer o programa trabalhar de alguma forma em modo protegido. Mas como, se o MS-DOS só trabalha em modo real? Através de um programa chaveador de modo protegido, como o DOS4GW. Diversos joguinhos – como o DOOM, Mortal Kombat e Simcity – trabalham em modo protegido, utilizando o DOS4GW. Quando você for jogar algum destes jogos, repare como aparece uma tela informando que o DOS4GW foi carregado. Aliás, este é o principal motivo de tanto sangue na série DOOM e Mortal Kombat: como estão operando em modo protegido, além de acessarem a até 4 GB de RAM, podem utilizar instruções mais poderosas que o processador possui. É por este motivo também que programas que utilizem o DOS4GW só podem ser “rodados” em 386 e superiores: o 8088 – processador do XT – não possuía modo protegido e o 286 possuía um “bug” que tornava o seu modo protegido inutilizável. Joguinhos que utilizem o DOS4GW no geral não são joguinhos complicados: operam no modo protegido e acessam diretamente toda a memória RAM instalada no micro, funcionando diretamente sem qualquer tipo de “configuração”. Bem… na prática veremos que nem sempre é assim que ocorre… Programas de modo protegido para MS-DOS utilizam uma padronização chamada DPMI – Dos Protected Mode Interface. Graças à esta padronização é possível “rodar” um joguinho que utilize o DOS4GW no Windows 95 e no OS/2. Memória Expandida (EMS)

Antes de ser criada a padronização DPMI e antes de utilizarem o modo protegido a três por quatro, os fabricantes não tinham muita escolha: os joguinhos tinha que ser escritos para o modo real. Mas como um joguinho destes exigindo mais do que 640 KB de memória poderia ser executado no MS-DOS? Erro de falta de memória, na certa. De um acordo entre a Lotus, a Intel e a Microsoft, foi criada uma idéia chamada memória expandida ou EMS (Expanded Memory Specification). Através desta técnica, um programa chamado gerenciador de memória “tapeia” o sistema operacional, que passará a achar que o micro tem mais de 640 KB de memória, mesmo operando em modo real. Memória expandida é um termo terrível, pois não designa memória física instalada no micro. O seu micro, fisicamente falando, não possui “memória expandida instalada”. Há algumas desvantagens em se usar esta técnica. A principal delas será o modo de operação do processador: modo real, que significa a utilização um conjunto de instruções tão poderoso quanto o de um XT.

Modo Real e Protegido
Resumidamente, podemos dividir os jogos escritos para MS-DOS em dois tipos: os de modo real e os de modo protegido.
Jogos de Modo ProtegidoAtualmente os jogos escritos para MS-DOS trabalham em modo protegido, normalmente utilizando o módulo DOS4GW para que isto seja possível. Isto pode ser conferido sempre que o seu joguinho é chamado: programas que utilizam o DOS4GW apresentam uma mensagem a respeito do DOS4GW e sua versão. Entra nesta categoria jogos como Simcity, Doom, Quake, etc.

Para que o MS-DOS consiga trabalhar em modo protegido, é necessário que um especificador de memória estendida esteja carregado. Calma! Não precisa se desesperar! O termo memória estendida significa “memória fisicamente instalada acima de 1 MB”. Ou seja, a memória do seu micro. Um micro com 8 MB de RAM possui 7 MB de memória estendida. Para acessar a memória estendida (ou seja, toda a memória que o micro possui instalada) é necessário que o processador esteja em modo protegido.

Este especificador chama-se HIMEM.SYS e tem a finalidade de compatibilizar a maneira com que todos os programas acessam a memória acima de 1 MB (ou seja, a memória estendida).

Para que jogos de modo protegido possam ser “rodados” no MS-DOS, o arquivo de configuração Config.sys deverá ter, no mínimo, as seguintes linhas:

DEVICE=C:DOSHIMEM.SYS
DOS=HIGH

Você pode editar o arquivo Config.sys com o comando EDIT C:Config.sys. Mas você não tem muito com o que se preocupar. Se você utiliza MS-DOS, significa que tem também o Windows 3.x instalado. Como o Windows é um programa de modo protegido, estas linhas já estão automaticamente inclusas no Config.sys de seu micro.

Este tipo de jogo raramente apresenta erros de falta de memória.
Jogos de Modo Real

É fácil perceber que um jogo de modo real está sendo executado: ele acusará falta de memória caso necessite mais do que 640 KB. É o que normalmente ocorre em jogos como 1942, Lands of Lore, Leisure Suit Larry 6, ou seja, jogos antigos em geral.

Neste caso, o sistema operacional deverá utilizar a técnica de memória expandida (EMS) que fará com que o processador consiga acessar mais do que 640 KB mesmo com o MS-DOS trabalhando em modo real.

Para que isto seja possível, você deverá utilizar o gerenciador EMM386.EXE que acompanha o MS-DOS, ativando o parâmetro “RAM”. O Config.sys do seu micro deverá ter ao menos as seguintes linhas:

DEVICE=C:DOSHIMEM.SYS
DEVICE=C:DOSEMM386.EXE RAM
DOS=HIGH,UMB

Portanto, se você for “rodar” um joguinho para DOS que acuse erro de falta de memória, experimente alterar o Config.sys do micro conforme descrito. Para editar o Config.sys do seu micro, utilize o comando EDIT C:Config.sys. Ah, não se esqueça que é necessário dar um “reset” no micro para que as alterações tomem efeito.

Na próxima página iremos ver o que fazer quando as alterações propostas não derem certo e o joguinho continuar acusando erro de falta de memória.

Faltando Memória
E se o que foi dito antes não funcionar? Caso o joguinho continue acusando falta de memória, o mais provável de estar ocorrendo é falta de memória convencional.Cada driver, comando ou programa residente em memória que é carregado através do Config.sys ou Autoexec.bat ocupa espaço na área de 640 KB que o MS-DOS reconhece.

Encaremos os fatos: há diversos comandos que são carregados em memória – tais como driver de mouse para MS-DOS, o DOSKEY, o SHARE, drivers da placa de som, driver da unidade de CD-ROM, entre outros. Portanto, apesar de termos 640 KB de memória convencional, tal área não está totalmente disponível, pois há diversos programas residentes em memória. Se quantidade de memória convencional livre não for suficiente para o joguinho ser executado, ele acusará erro de falta de memória.

O MS-DOS permite que programas residentes possam ser carregados em uma outra área acima dos 640 KB de memória convencional, área esta chamada memória superior ou UMB (Upper Memory Bank). Os programas residentes carregados nesta área não ocupam memória convencional e funcionam perfeitamente.

Memória Estendida 1 MB a Total (Ex: 8 MB)
Memória Superior 640 KB a 1 MB
Memória Convencional 0 KB a 640 KB

Para que isto seja possível, o Config.sys do micro deverá conter obrigatoriamente as seguintes linhas, de preferência em seu começo:

DEVICE=C:DOSHIMEM.SYS
DEVICE=C:DOSEMM386.EXE NOEMS
DOS=HIGH, UMB

Nota: Caso você precise utilizar a técnica de memória expandida (EMS) para “rodar” o seu joguinho, ao invés do parâmetro “NOEMS”, utilize o parâmetro “RAM”.

O próximo passo é fazer com que os programas residentes sejam carregados em memória superior. Nem todos os programas chamados através do Config.sys e do Autoexec.bat ficam residentes em memória. Para saber quais os programas que ficam residentes, utilize o comando MEM /C /P. Uma lista de programas atualmente carregados em memória será apresentada.

Config.sys

Edite o arquivo Config.sys e faça com que os programas residentes em memória sejam carregados em memória superior, substituindo o comando “DEVICE” por “DEVICEHIGH”.

Ex: DEVICE=C:WINDOWSIFSHLP.SYS

alterar para DEVICEHIGH=C:WINDOWSIFSHLP.SYS
Autoexec.bat

Edite o arquivo Autoexec.bat e faça com que os programas residentes em memória sejam carregados em memória superior adicionando o comando “LOADHIGH” ao início da linha que carrega o programa residente.

Ex: C:DOSSHARE.EXE /L:500 /F:5100

alterar para LOADHIGH C:DOSSHARE.EXE /L:500 /F:5100

Será necessário dar um “reset” no micro para que as alterações tomem efeito.

Nem todos os programas podem ser carregados em memória. Se o micro travar depois que você fizer as alterações necessárias, isto significa que algum programa incompatível foi carregado em memória superior. Para resolver este problema é simples: dê um novo “reset” no micro e, ao aparecer a mensagem “Iniciando o MS-DOS…” na tela, pressione a tecla [F8]. Vá confirmando passo-a-passo a execução do Config.sys e do Autoexec.bat. Assim que o micro travar, o nome do último programa carregado estará na tela; ele é quem fez o micro travar. Basta você dar um novo “reset” e desta vez apertar a tecla [F5] quando a mensagem “Iniciando o MS-DOS…” aparecer. Edite o Config.sys ou Autoexec.bat e faça com que o programa incompatível seja carregado em memória convencional, como estava antes de você alterar os arquivos de configuração de seu micro.

Windows 3.x
Você não encontrará maiores dificuldades em instalar e executar um joguinho escrito para Windows. Como este ambiente trabalha em modo protegido, é capaz de acessar diretamente toda a memória instalada no micro, além de permitir a técnica de memória virtual (que, como dissemos anteriormente, permite “simular” no disco rígido memória RAM, isto é, através desta técnica podemos fazer com que o processador “pense” que há 64 MB de RAM instalados, quando na verdade só há 8 MB, por exemplo).O problema, entretanto, fica por conta do MS-DOS no Windows 3.x. Neste caso, o programa será executado em um outro modo de operação do processador que não havíamos visto: o modo virtual 8086.

Este modo permite que programas escritos para modo real possam ser executados diretamente em modo protegido. O processador “simulará” um processador 8086 com 640 KB de memória para a execução deste tipo de programa. Somente desta forma você consegue executar um programa escrito para MS-DOS dentro do Windows. É exatamente isto que faz o ícone “Aviso do MS-DOS” (MS-DOS prompt) do Windows: abre uma janela em modo virtual 8086.

Ora, quer dizer então que um programa MS-DOS sendo executado dentro do Windows fica também limitado aos 640 KB do MS-DOS? Mais ou menos. Existe uma solução: arquivo PIF.

Arquivos PIF

A maneira correta de se executar um programa MS-DOS dentro do Windows 3.x não é clicando sobre um arquivo executável no Gerenciador de Arquivos, nem através do comando “Executar” do menu “Arquivo” do Gerenciador de Programas. O procedimento pode ser este, mas, em vez de utilizarmos o executável do programa (arquivos com extensão COM ou EXE), devemos utilizar arquivos com extensão PIF (Program Information File). Nestes arquivos ficam armazenadas diversas informações de como um programa MS-DOS deverá ser executado.

Caso a programa MS-DOS que você deseja executar dentro do Windows não possua um arquivo PIF, você deverá criá-lo, utilizando o Editor PIF, presente no grupo Principal.

Basta criar um arquivo PIF para o seu programa MS-DOS, gravando-o no mesmo diretório do programa em questão. Quando você quiser executar seu programa, clique no arquivo PIF através do Gerenciador de Arquivos ou crie um ícone para ele, através do comando “Novo” do menu “Arquivo” do Gerenciador de Programas.

Configurando arquivos PIF

Através do arquivo PIF, você define praticamente tudo a respeito do programa MS-DOS que você deseja executar, inclusive as configurações de memória. Mais configurações podem ser executadas clicando no botão “Avançado”.

Não Esqueça

Com relação às configurações de memória, vamos recapitular:

  • Memória convencional: primeiros 640 KB de memória RAM que há em seu micro. O DOS, por estar trabalhando em modo real, reconhece somente esta área de memória, não importando o quanto de memória há instalada em seu micro.
  • Memória Estendida (XMS): memória que há instalada em seu micro acima de 1 MB. Somente pode ser acessada em modo protegido. Um micro com 8 MB de memória possui 640 KB de convencional, 384 KB de memória reservada e 7MB de memória estendida (lembrando que 1 MB = 1.024 KB).
  • Memória Expandida (EMS): para quebra limite de 640 KB para programas MS-DOS, foi criado uma técnica de acesso a mais de 640 KB mesmo em modo real, chamado Memória Expandida. Este método só é empregado por programas MS-DOS antigos. Não designa “memória”, mas sim uma forma de acessá-la. Quando um programa usa esta técnica, acessa, na verdade, a memória que há instalada acima de 1 MB – que vimos chamar-se memória estendida.
  • O Windows 3.x, em geral, apresenta diversas limitações, em especial o gerenciamento de programas escritos para MS-DOS. Por isto, acaba valendo mais a pena “rodar” joguinhos MS-DOS diretamente do prompt do MS-DOS do que através da sessão criada no Windows.
Windows 95
O Windows 95 trouxe diversas soluções para programas MS-DOS. Aquela história de editar manualmente o arquivo PIF era muito complicada para a maioria dos usuários. Por isto, a Microsoft preferiu juntar tudo nas propriedades do próprio ícone do programa (ou atalho, como a Microsoft prefere chamar). Em outras palavras, os arquivos PIF e o seu editor continuam existindo, mas tudo por “debaixo dos panos” e muito mais simples de usar e configurar. Em relação a joguinhos escritos para Windows 95, você não encontrará maiores dificuldades.A respeito do MS-DOS no Windows 95

O Windows 95 é um sistema operacional único. Assim como diversos outros sistemas operacionais gráficos (sobretudo OS/2 e o Windows NT), também possui linha de comando – o famoso “prompt”. Acontece que, por motivos de retrocompatibilidade, seu uso é idêntico ao MS-DOS 6, o que acaba gerando muita confusão. Muitos pensam que o Windows 95 precisa do MS-DOS. Na verdade, a nova versão do MS-DOS e do Windows fundiram em um só conjunto, batizado Windows 95. Este MS-DOS foi recompilado para modo protegido, sendo mais rápido, mais flexível e muito menos crítico em relação a configurações – sobretudo em relação a memória.

No Windows 95, podemos ter acesso ao prompt do MS-DOS de dois modas distintos: através do ícone “Prompt do MS-DOS” ou através da opção “Desligar e reiniciar em modo MS-DOS”, No primeiro caso a sessão MS-DOS estará trabalhando em modo virtual 8086, assim como ocorria no Windows 3.x, com várias vantagens: continua com todo suporte a hardware do sistema operacional (em especial ao Kit Multimídia) e permite configurações muito mais flexíveis e fáceis de serem feitas, como iremos ver. A segunda forma faz com que o Windows 95 seja retirado da memória. Neste caso você sentirá os mesmos efeitos da péssima flexibilidade oferecida pelo MS-DOS. A escolha é sua, mas recomendamos que você execute seus programas MS-DOS através do ícone “Prompt do MS-DOS” ou criando um atalho para o mesmo.

Configurando joguinhos MS-DOS no Windows 95

A primeira coisa que você deve fazer é criar um ícone (atalho) para o joguinho em questão. É bem fácil: com o mouse na área de trabalho, clique com o botão direito. Escolha a opção “novo” no menu que aparecerá. Crie um novo atalho. Primeiramente, você deverá entrar com a linha de comando para executar o jogo. Se não lembrar clique com o botão na caixa “Procurar”. Continue em “avançar” e dê um nome para o atalho. Em seguida escolha um ícone para o atalho.

Pronto, seu atalho está criado. Teoricamente, ao clicar no atalho, o seu jogo será executado. Mas se você quiser alterar as configurações, é muito fácil: basta clicar com o botão direito do mouse sobre o ícone do atalho, escolhendo a opção “Propriedades” do menu que aparecerá.

Há diversas guias relacionadas ao seu programa. A que nos interessa por ora é a guia “Memória”. Nela você poderá configurar manualmente todos os valores pretendidos.

Se as configurações avançadas tradicionais de memória apresentadas não forem suficientes, você poderá fazer uma configuração avançada, através do botão “Avançada” presente na guia “Programa”.

Nas configurações avançadas para seu jogo, há opções muito importantes, que você deverá habilitar conforme a ocasião:

  • Impedir que programas MS-DOS detectem o Windows. Há diversos programas (joguinhos, sobretudo) que detectam se estão sendo ou não executados dentro do Windows, apresentando uma mensagem avisando que o jogo não pode ser executado desta maneira. Se este for o seu caso, habilite esta caixa.
  • Sugerir o modo MS-DOS como necessário. Fará surgir na tela recomendando a execução do programa fora do Windows 95, ou seja, saindo do Windows 95 com a opção “Desligar e reiniciar em modo MS-DOS”.
  • Modo MS-DOS. Se o seu programa não quiser funcionar de jeito nenhum sob o Windows 95, há ainda uma solução. Habilitando esta opção, o Windows 95 irá dar um “reset” no micro toda vez que você clicar no ícone do joguinho, sendo que nào irá carregar o Windows 95 no próximo boot, somente o MS-DOS. Você terá duas opções: utilizar os arquivos de configuração Config.sys e Autoexec.bat normalmente utilizados no seu micro (opção “Desligar e reiniciar em modo MS-DOS”) ou criar novos arquivos de configuração, habilitando a opção “Especificar nova configuração MS-DOS” e completando os campos “Config.sys para modo MS-DOS” e “Autoexec.bat para modo MS-DOS” com seus conteúdos.
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Erros Típicos de Montagem

Dezembro 4, 2007
Evitando o Superaquecimento
Para ter certeza de que você não terá problemas de superaquecimento, resets aleatórios, travamentos, congelamentos, problemas de “tela azul da morte” e problemas relacionados a desempenho você deve verificar se o seu micro foi montado corretamente. Neste tutorial mostraremos a você os erros típicos de montagem que, se não levados em consideração, poderão resultar em problemas futuros em seu computador.Primeiro vamos começar com a montagem propriamente dita. Os erros descritos nesta página podem resultar em superaquecimento no micro o que causa uma série de problemas aleatórios como resets e travamentos (micro “congelando”, “tela azul da morte”, etc).

  • Espuma antiestática: A maioria das placas-mãe vem de fábrica com uma espuma antiestática (normalmente rosa, branca ou preta) em sua embalagem. Muitos técnicos, ao montar a placa-mãe no gabinete, prendem essa espuma entre a placa-mãe e o chassi metálico do gabinete, pensando que esse procedimento evita que a placa-mãe encoste no chassi metálico do gabinete. Acontece que essa espuma retém o calor gerado pela placa-mãe e evita a normal circulação de ar que há no espaço existente entre a placa-mãe e o chassi metálico do gabinete. Com isso, é muito comum que micros montados usando essa espuma travem e/ou dêem erros aleatórios por superaquecimento.


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Figura 1: Espuma antiestática rosa que vem com a placa-mãe.


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Figura 2: O uso da espuma antiestática embaixo da placa-mãe evita a correta circulação de ar e causa superaquecimento. Não use esta espuma em seu micro!

  • Cabo de força interno: Em gabinetes do tipo AT é muito comum o cabo que liga a fonte de alimentação à chave liga-desliga do painel frontal do gabinete ficar caído sobre a placa-mãe, muitas vezes atrapalhando a dissipação de calor e até mesmo encostando-se à ventoinha do processador, fazendo com que ela pare de girar e que o micro trave por superaquecimento. O ideal é fazer com que esse cabo chegue até a chave liga-desliga pelo lado direito do gabinete (tendo como visão o gabinete em pé com a frente voltada para você), pela parte superior do chassi e não solto pelo lado esquerdo, como é o mais comum ocorrer. Como os gabinetes AT são usados apenas em micros muito antigos, você provavelmente não terá que se preocupar com esse cabo de força. Incluímos este tópico aqui somente por motivos históricos.


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Figura 3: Maneira correta de prender o cabo de força interno em gabinetes AT.

  • Outros cabos soltos: A mesma idéia é válida para todos os cabos de dentro micro, como os cabos de alimentação e flat cables usados para conectar os discos rígidos, unidades ópticas e unidades de disquete. Você deve prender os cabos com ajuda de uma abraçadeira plástica e colocá-los dentro de uma das baias de 5 ¼” que estejam vazias de modo a evitar que os cabos bloqueiem o fluxo de ar dentro do micro, além de evitar que eles encostem-se à ventoinha do processador, fazendo com que ela pare de girar.


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Figura 4: Abraçadeiras plásticas são ideais para organizar os cabos de dentro do micro, evitando o superaquecimento.

  • Pasta térmica: se você tem problemas de superaquecimento em seu processador, você deve verificar se a pasta térmica foi corretamente aplicada sobre ele. Para mais detalhes sobre, leia nosso tutorial completo sobre este assunto.
  • Gabinete mal dimensionado: Apesar dos gabinetes parecerem set todos iguais, eles não são. Existem diferenças importantes entre eles. Os atuais processadores da Intel (Pentium 4 “Prescott” e superiores) requerem o uso de gabinetes com um duto lateral de modo a aumentar o fluxo de ar dentro do micro. Se você não usar um gabinete com este duto você pode ter problemas de superaquecimento. Escrevemos um tutorial completo sobre este assunto, que você deve ler.
  • Ventoinhas extras instaladas incorretamente: Se o seu gabinete tem ventoinhas extras, você deve verificar se elas estão instaladas da maneira certa, ou seja, puxando o ar na direção correta. Ventoinhas instaladas na parte traseira do gabinete devem ser instaladas puxando o ar quente de dentro do micro para fora. Já ventoinhas instaladas na parte frontal do gabinete devem ser instaladas para puxar o ar frio de fora do gabinete para dentro do micro. Coloque sua mão perto da ventoinha para sentir em que sentindo o ar está sendo puxado. Se alguma das ventoinhas extras estiverem invertidas, remova-a do gabinete e instale-a novamente do modo contrário. Na Figura 5 você pode ver como ventoinhas extras devem ser instaladas.

Figura 5: Como ventoinhas extras devem ser instaladas.

Outros Problemas Típicos
Os problemas listados abaixo não estão diretamente relacionados com superaquecimento, mas você deve verificá-los também.

  • Placa-mãe frouxa: Sua placa-mãe deve estar muito bem presa no chassi metálico do gabinete. Já vimos muitos casos onde o micro dava resets aleatórios ou travava quando a mesa balançava porque a placa-mãe estava praticamente solta dentro do gabinete. Em outros casos é muito comum o micro perder a configuração da máquina quando uma nova placa de expansão é instalada no micro porque a placa-mãe “enverga” (por falta de pontos de apoio) e alguns de seus pontos de solda encostam no chassi metálico. Dessa forma, sua placa-mãe deve estar muito bem presa ao chassi do gabinete, usando a maior quantidade de pontos de fixação possível. Para aprender como instalar uma placa-mãe corretamente no gabinete, leia nosso tutorial Como Instalar uma Placa-Mãe.
  • Flat cable do disco rígido: Se você ainda usa um disco rígido IDE (ou seja, ATA-100, ATA-133, etc) em vez de um disco Serial ATA (SATA), você deve tomar muito cuidado na hora de instalar o disco. Discos rígidos IDE utilizam um flat cable de 40 ou 80 vias que normalmente possui três conectores, um em cada ponta do cabo e um no meio. O disco rígido deve ser conectado em uma das extremidades do cabo e a placa-mãe, na outra. O conector do meio fica normalmente vazio. Acontece que alguns técnicos instalam o disco rígido no conector do meio do cabo, fazendo que o conector da ponta fique “sobrando” (veja na Figura 6). Isso não é bom, pois esse pedaço do cabo irá funcionar como uma antena, captando e injetando ruídos na transmissão de dados, fazendo com que a taxa de transferência do disco rígido seja menor. Além disso, se o seu disco rígido usa um flat cable de 40 vias, recomendamos que você o substitua por um modelo de 80 vias.


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Figura 6: Instalação errada de um disco rígido usando o conector do meio. Não faça isto!


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Figura 7: Instalação correta de um disco rígido. Observe que usamos os conectores das extremidades

  • Unidade óptica como slave do disco rígido: Se você ainda usa um disco rígido IDE paralelo, a unidade óptica (CD, DVD, etc ) deve ser instalada na porta IDE secundária da placa-mãe, configurada como “master”. Muitas pessoas instalam a unidade óptica no mesmo cabo do disco rígido (naquele conector do meio do cabo que normalmente fica vazio), como “slave”. Isso faz com que o disco rígido e a unidade óptica tenham que disputar o uso do cabo, isto é, já que usam o mesmo cabo os dois não podem trocar informações com o micro ao mesmo tempo, diminuindo o desempenho do micro. Se o seu micro estiver com a unidade óptica instalada no mesmo cabo do disco rígido, desfaça essa instalação: instale a unidade óptica na porta IDE secundária do micro como “master” (você precisará de um flat cable de 40 ou 80 vias). Placas-mãe mais novas, no entanto, estão vindo com apenas uma porta IDE (veja na Figura 11), nos deixando sem outra opção a não ser instalar a unidade óptica e o disco rígido no mesmo cabo. Se este for o seu caso, recomendamos que você substitua o seu disco rígido por um modelo Serial ATA de modo a deixar a unidade óptica sozinha na porta IDE, aumentando assim o desempenho de disco do micro.


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Figura 8: Disco rígido e a unidade óptica compartilhando o mesmo cabo. Não faça isto se sua placa-mãe tiver duas ou mais portas IDE.


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Figura 9: Portas IDE na placa-mãe.


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Figura 10: Instalação correta do cabo.


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Figura 11: Esta placa-mãe tem apenas uma porta IDE e, portanto, a instalação “errada” é nossa única opção. Neste caso recomendamos que você troque o seu disco rígido IDE por um Serial ATA.

Problemas Relacionados à Memória
Praticamente todos os micros atuais permitem que a memória RAM trabalhe no modo chamado “dois canais” ou “dual channel”. Neste modo de operação, a taxa de transferência da memória é dobrada (pelo menos teoricamente), já que o processador (no caso dos processadores AMD64) ou a ponte norte (no caso dos demais processadores) acessarão à memória a 128 bits por vez, em vez dos tradicionais 64 bits. Atualmente todos os novos micros trabalham desta forma, exceto aqueles baseados nos processadores AMD soquete 754 (o Sempron, por exemplo).Por isso você precisa verificar se este modo de operação está ou não habilitado em seu micro de modo a obter o desempenho máximo possível.

Para usar este modo de operação você precisa ter dois ou um número par de módulos de memória no micro, ou seja, se você tem apenas um módulo de memória o modo de operação de dois canais não funcionará. Por isso é melhor ter dois módulos de 256 MB em vez de apenas um de 512 MB, caso você queria ter 512 MB de memória instalada em seu micro, por exemplo.

Além disso, não é apenas uma questão de ter dois módulos instalados; eles devem ser instalados nos soquetes corretos. Isto deve ser realmente feito com cautela, pois depende da placa-mãe. Algumas placas-mãe requerem que você instale os módulos seqüencialmente (ou seja, o primeiro módulo no primeiro soquete e o segundo módulo no segundo soquete), mas a maioria das placas-mãe requer que você pule um soquete (ou seja, o primeiro módulo no primeiro soquete e o segundo módulo no terceiro soquete). Muitos fabricantes utilizam soquetes coloridos para diferenciar os soquetes de memória, mas não existe uma regra definida aqui. Algumas placas-mãe requerem que você instale os dois módulos no soquete de mesma cor; outras requerem que você instale os dois módulos em soquetes de cores diferentes. Portanto, não existe uma regra definida e você deve verificar como fazer a correta instalação no manual da sua placa-mãe.

Existem duas maneiras básicas de verificar se o seu micro está ou não usando o modo de dois canais. A primeira é verificar o que aparece na tela logo após você ligar o micro. A segunda maneira é rodar um programa de identificação de hardware. Se o seu micro não estiver trabalhando no modo de dois canais, você precisará verificar o que está acontecendo: ou você tem apenas um módulo de memória instalado (e deve substituí-lo por dois módulos ou comprar um outro módulo idêntico e instalar na placa-mãe) ou os dois módulos de memória que você tem estão instalados de maneira incorreta (ou seja, o segundo módulo está instalado no soquete errado).

Nas Figuras 12 e 13 você pode ver o que deve aparecer na tela logo após você ter ligado o micro. Se a memória do seu micro estiver configurada para trabalhar no modo de um único canal, “single channel” ou “64-bit mode” deve aparecer; caso contrário o que deve ser mostrado na tela é “dual channel” ou “128-bit mode” – que é o que nós queremos.

Preste atenção que muitas placas-mãe estão atualmente mostrando uma grande tela colorida com a logomarca do fabricante da placa-mãe em vez desta tela em modo texto; você deve pressionar a tecla TAB assim que esta tela gráfica aparecer de modo a mostra a tela em modo texto. Além disso, esta tela é mostrada por apenas um ou dois segundos e você precisa pressionar a tecla Pause para ler o que está escrito nela.


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Figura 12: Nossa memória está configurada para trabalhar no modo de um único canal (o segundo módulo estava instalado no lugar errado).


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Figura 13: Nossa memória corretamente configurada para trabalhar no modo de dois canais.

Como mencionamos acima, uma outra maneira de verificar a configuração da sua memória é rodar um programa de identificação de hardware. Recomendamos o uso do Hwinfo. Instale e rode este programa e verifique as configurações da memória clicando em “Memory” no menu em árvore da esquerda. Nas Figuras 14 e 15 você pode ver nosso micro configurado para trabalhar no modo de um único canal e no modo de dois canais, respectivamente (verifique a linha “Memory runs at”).


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Figura 14: Nossa memória está configurada para trabalhar no modo de um único canal (o segundo módulo estava instalado no lugar errado).


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Figura 15: Nossa memória corretamente configurada para trabalhar no modo de dois canais.

Como mencionamos, se sua memória estiver configurada para trabalhar no modo de um único canal, você deve verificar o que está errado.

FEITO POR :Gabriel Torres e Cássio Lima

FONTE : CLUBE DO HARDWARE

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Como Montar uma Pequena Rede Usando um Roteador Banda Larga

Dezembro 4, 2007
Introdução
Você pode montar sua própria rede facilmente com a utilização de um pequeno roteador. Com esse dispositivo você pode automaticamente compartilhar sua conexão com a Internet entre todos os computadores da sua rede, bem como compartilhar arquivos e impressoras. Já que os roteadores também funcionam como um firewall baseado em hardware, ele é também a maneira mais segura de conectar sua rede à Internet. A instalação é realmente muito rápida e você pode literalmente montar sua própria rede em apenas alguns minutos. Neste tutorial mostraremos a você como montar sua própria rede usando um roteador.


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Figura 1: Um roteador de banda larga típico.

O que é um roteador? Além do nome sugestivo, o roteador é um dispositivo que integra várias outras características:

  • Roteador de banda larga: Compartilha automaticamente sua conexão com a Internet entre todos os computadores ligados a ele. Você também pode configurá-lo para limitar o acesso a Internet com base em vários critérios (por exemplo, hora do dia – você pode querer que seus funcionários acessem a Internet apenas durante o horário de almoço ou após o expediente, por exemplo).
  • Firewall baseado em hardware: Evita vários tipos de ataques em seu computador e também evita que pastas e impressoras compartilhadas em sua rede sejam acessadas por outros computadores de fora da sua casa ou escritório.
  • Switch: Quase todos os roteadores também integram um switch (geralmente um switch de 4 portas), permitindo conectar os computadores da sua rede diretamente no roteador sem a necessidade de qualquer periférico extra. Você também pode expandir o número de portas instalando um switch externo ao roteador. Portanto, para uma rede pequena com até quatro computadores você não precisará de um hardware extra para montar sua rede.
  • Servidor DHCP: Este recurso centraliza todas as opções de configuração da rede no roteador e, portanto você não precisará efetuar nenhum tipo de configuração nos computadores da sua rede (você deve configurar as configurações de rede dos PCs da sua rede em “configuração automática”). Este recurso permite a você conectar qualquer computador no roteador para ter acesso imediato à Internet e aos recursos compartilhados, como pastas e impressoras localizadas em sua rede, sem a necessidade de nenhum tipo de configuração adicional. Apenas conecte e use!
  • Wireless: Os roteadores mais modernos possuem rede wireless como opcional, permitindo a você conectar computadores sem a utilização de cabos. No entanto, os computadores precisarão de placas de rede sem fio e a instalação desse tipo de placa em cada computador da sua rede pode sair caro. Mas esta é uma solução muito interessante para a sua casa ou pequeno escritório onde você tem um ou dois notebooks com placa de rede wireless: simplesmente ligue os computadores e você estará on-line. No entanto existem vários riscos de segurança e opções de configurações avançadas que devem ser feitas para usar o recurso de rede sem fio de forma segura. Leia nosso tutorial Habilitando Segurança em Redes Wireless para aprender mais sobre o assunto. Leia nosso tutorial Como Montar uma Rede Sem Fio Usando um Roteador de Banda Larga caso queira montar uma rede sem fio.
  • Servidor de Impressão: Alguns roteadores possuem uma porta paralela ou uma porta USB para você conectar sua impressora nele. Isto é realmente muito interessante, pois permite que qualquer computador da sua rede use a impressora sem qualquer configuração avançada. Se você precisa compartilha sua impressora entre todos os computadores e o seu roteador não possui esta opção, o computador onde sua impressora está instalada precisará estar ligado quando você quiser imprimir algo. Isto pode ser irritante, por exemplo, se a impressora estiver conectada a um computador de alguém que não está no escritório e que por sinal desligou o computador e colocou uma senha. Além disso, usar um roteador com opção de servidor de impressão pode economizar algum dinheiro em sua conta de luz, já que você não precisará de um outro computador ligado para usar a impressora. Se você escolher comprar um roteador com este recurso, você precisará comprar um como o mesmo tipo de conexão da sua impressora: paralela ou USB.


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Figura 2: Porta paralela em um roteador com o recurso de servidor de impressão.

Instalação
Tudo o que você precisa para montar sua rede usando um roteador é o roteador, claro, que atualmente é realmente barato (eles custam algo entre R$ 120 e R$ 200 dependendo da marca e dos recursos extras), um cabo de rede pino-a-pino para cada computador que você deseja conectar na rede (este cabo pode ser comprado já pronto e é chamado UTP, Unshielded Twisted Pair, isto é, par trançado sem blindagem; você deve comprar um cabo Cat 5, que geralmente é azul ou cinza) e, é claro, uma conexão banda larga com a Internet (cabo ou ADSL).


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Figura 3: Cabo de rede típico.

Seu modem banda larga (cabo ou ADSL) será conectado na porta chamada “WAN” do roteador, enquanto todos os outros computadores serão conectados nas outras portas disponíveis no roteador, geralmente chamadas “LAN”. Se você precisar de mais portas, compre um switch externo e conecte-o a uma das portas LAN disponíveis no roteador. Você precisará conectar a outra ponta dos cabos nas placas de rede localizada nos computadores, é claro. Atualmente todos os computadores possuem uma porta de rede integrada à placa-mãe (“rede on-board”). Se você tem um computador antigo sem esta característica, precisará comprar e instalar uma placa de rede (também chamada placa de rede 10/100 ou placa de rede Ethernet).


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Figura 4: Como conectar seu roteador banda larga.

O botão “uplink” precisa estar desabilitado. Este botão é usado quando você usa um tipo diferente de cabo, chamado cross-over, que não é o caso. O botão reset pode ser útil em algumas situações de reparo. Como você pode ver, você precisa conectar seu roteador à fonte de alimentação que vem com ele.


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Figura 5: Exemplo de uma porta de rede em um PC.


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Figura 6: Exemplo de uma porta de rede em um notebook.

Você não precisa se preocupar em instalar o cabo de rede no conector errado: o plugue de rede (que é chamado RJ-45) só se encaixa na placa de rede.

Após conectar os cabos, ligue o seu modem banda larga, seu roteador e um dos computadores para acessar o painel de configuração do roteador. Você precisará fazer algumas configurações básicas – por exemplo, escolher o tipo de conexão que você tem, cabo ou ADSL.

Configurando os Computadores
Todos computadores na sua rede precisam ser configurados para obter suas configurações de rede automaticamente do servidor DHCP (que é o seu roteador). Esta é uma configuração padrão do Windows, mas é sempre bom conferir para verificar se os seus computadores estão configurados corretamente.Para configurar seus computadores, clique em Iniciar, Configurações, Conexões de Rede. Uma tela parecida coma a mostrada na Figura 7 aparecerá. Dê um duplo clique na placa de rede que está conectada ao roteador.


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Figura 7: Conexões de rede.

Na tela que será mostrada (Figura 8), clique em Propriedades. A tela mostrada na Figura 9 aparecerá. Dê um duplo clique em Protocolo TCP/IP e a tela da Figura 10 será mostrada.

Figura 8: Status da conexão de rede. Você deve clicar no botão Propriedades.

Figura 9: Propriedades da placa de rede.

Figura 10: Configuração TCP/IP.

Nesta tela você deve selecionar “Obter um endereço IP automaticamente” e “Obter o endereço dos servidores DNS automaticamente”. Isto fará com que seu computador pergunte ao seu roteador que configurações ele deverá usar. Não esqueça de clicar no botão OK para que as alterações sejam efetivadas.

Agora que seus computadores já estão corretamente configurados, você deve configurar seu roteador.

Configurando o Roteador – O Básico
A primeira coisa que você precisa saber é o endereço IP do seu roteador para ter acesso às suas opções de configuração. Esta informação está escrita em seu manual. Geralmente os endereços IP utilizado são 192.168.0.1, 192.168.1.1 ou 10.0.0.1. Carregue o seu navegador de Internet e abra http://[endereço IP aqui]. O endereço IP do roteador usado em nossos exemplo era 192.168.1.1, então tivemos que abrir http://192.168.1.1. Claro que você precisa alterar isto de acordo com o endereço IP usado pelo seu roteador.Todas opções de configurações variam de acordo com o modelo do roteador. Por isso, talvez você não encontre opções que estão descritas aqui com o mesmo nome, mas elas existirão, já que estamos falando apenas das opções básicas.Geralmente a primeira página de configuração pede para você escolher entre a instalação rápida e a instalação avançada. Apesar da instalação rápida ser a melhor maneira para configurar sua rede em menos de cinco minutos, a primeira configuração você deve fazer é dentro da instalação avançada: configurar uma senha para seu roteador.


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Figura 11: Tela de configuração inicial do roteador.

Como você pode ver, a tela de configuração do seu roteador é acessada de qualquer computador na sua rede. Apesar disto não ser uma preocupação em redes pequenas, a tela de configuração do roteador pode ser acessada de qualquer computador localizado na Internet. Por exemplo, digamos que o seu endereço IP verdadeiro seja 69.69.69.69 (o endereço IP que seu provedor atribuiu para seu modem). Qualquer computador na Internet pode acessar as configurações do seu roteador simplesmente abrindo um navegador de Internet e digitando http://69.69.69.69. Este recurso pode ser desabilitado em alguns roteadores. No entanto, este é um recurso muito interessante, pois você pode reparar ou reconfigurar sua rede do escritório ou de casa de qualquer computador no mundo. Fica ao seu critério habilitar ou desabilitar este recurso, dependendo se você for usá-lo ou não.


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Figura 12: Configurando a senha do administrador.

Em nosso roteador esta configuração é feita em Advanced Setup, System, Admistrador Settings. Nesta tela você pode tanto configurar a senha do administrador quanto pode escolher se deseja habilitar o gerenciamento remoto. Em nosso roteador o gerenciamento remoto estava desativado. Poderíamos ter ativado e definido apenas um endereço IP (por exemplo, o endereço IP de nosso computador de casa) para ter acesso ao roteador, fazendo assim com que outros computadores não fossem capazes de acessar a tela de controle do roteador remotamente. Além disso, você pode especificar uma porta de acesso. Usando o roteador da Figura 12, não poderíamos acessá-lo usando http//69.69.69.69, precisaríamos abrir como http://69.69.69.69:8080. Esta é a maneira mais simples de evitar que aspirantes a hacker abram a tela de configuração de seu roteador a partir de seus computadores (hackers sérios sabem que a porta 8080 é geralmente usada e podem também usar um detector de portas para ver quais portas estão abertas no roteador).

Clique em Apply para que as alterações sejam efetivadas.

Após esta breve e importante explicação de segurança, vamos para as configurações básica do roteador.

Configuração Básica do Roteador
Tudo o que você precisa fazer é escolher o tipo de conexão que você tem: cabo, ADSL com IP dinâmico (ou seja, o endereço IP dado pelo seu provedor muda toda vez que você se conecta a Internet – que é o tipo mais comum), ADSL com IP estático (ou seja, o endereço IP dado pelo seu provedor não muda, geralmente disponível apenas se você solicitar e normalmente mais caro) ou VPN (Virtual Private Network – geralmente usado em redes corporativas).Volte para a configuração básica (basic setup) e navegue em suas telas. Em nosso roteador tivemos apenas que configurar o fuso horário na primeira tela, o tipo de modem na segunda tela e ficamos clicando em Next para aceitar todas as configurações padrão, se o seu modem for TV a cabo ou ADSL (se você usar uma conexão VPN você precisará entrar algumas informações). Chegamos no botão Finish na última tela e isso foi tudo o que tivemos que fazer para a nossa rede funcionar.


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Figura 13: Configuração básica, primeira tela (configuração do fuso horário).


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Figura 14: Configuração básica, segunda tela (tipo de conexão).


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Figura 15: Configuração básica, terceira tela (configurações de WAN, deixe os valores padrão).


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Figura 16: Configuração básica, quarta tela (configurações do DNS, deixe os valores padrão); clique no botão Finish.

Após clicar no botão Finish, tente acessar a Internet a partir de seu computador e de todos os outros localizados em sua rede. Se não funcionar, refaça todos os passos de configuração novamente. Se mesmo assim não funcionar, você precisará chamar o suporte do seu provedor e explicar para eles que você instalou um roteador e precisa “liberar seu endereço IP”.

Caso você queira saber o que isto significa: quando você usa um serviço de banda larga, geralmente um endereço IP púbico (ex: 69.69.69.69) é atribuído para o computador conectado ao modem de banda larga. Então o provedor trava o endereço IP público ao endereço MAC conectado ao modem. O endereço MAC é um número de série gravado na placa de rede. Quando você desconecta o modem do seu computador e o conecta em seu roteador a conexão pode ser bloqueada, já que a rede do provedor está esperando o endereço MAC do seu micro, não o endereço MAC do seu roteador. “Liberar o IP” significa que o provedor procurará pelo o novo endereço MAC conectado ao modem.

Configuração Avançada do Roteador
Você provavelmente não precisará mudar nada na parte de configuração avançada (advanced setup) do roteador. No entanto, se você quiser limitar o acesso à Internet para determinados computadores, é nessa parte que isso deve ser feito. Além disso, se você joga jogos online ou usa aplicações P2P, você deve abrir as portas usadas pelo seu programa aqui, ou o roteador bloqueará seu programa de se conectar à Internet. Nas configurações avançadas você também encontrará opções específicas de segurança, sobre as quais falaremos na próxima página.Em nosso roteador, podemos limitar o acesso à Internet baseado no horário indo em Advanced Setup, Firewall, Client Filtering. Para bloquear todos os computadores de acessar à Internet durante o horário de expediente, por exemplo, poderíamos bloquear todos os endereços IP de 192.168.1.1 até 192.168.255.255, porta 80 (que significa www) e então configurar os dias da semana e hora para permitir ou bloquear os acessos. Como a configuração permite a você especificar o número da porta, você pode bloquear e-mail (portas 25 e 110) ou até programas de mensagem instantânea como o MSN Messenger (porta 1863). Uma boa fonte de informações sobre as portas usadas por vários aplicativos é http://www.chebucto.ns.ca/~rakerman/port-table.html.


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Figura 17: Bloqueando acesso baseado nos dias da semana e na hora.

Poderíamos inclusive bloquear certos computadores de ter qualquer tipo de acesso à Internet, indo em Firewall, MAC control. Lá você pode entrar o endereço MAC do computador que você quer bloquear de ter qualquer tipo de acesso à Internet. Este computador continuará tendo acesso aos outros recursos localizados na sua rede, como pastas e impressoras compartilhadas.


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Figura 18: Bloqueando acesso baseado no endereço MAC.

Se você tem um programa especial que usa portas não padronizadas, tais como programas P2P e jogos on-line, você deve abrir as portas em seu roteador, ou seu programa não será capaz de acessar a Internet. Você deve procurar pela porta que o seu programa usa em seu manual e abrir suas portas em NAT, Special Application. Em nosso exemplo (Figura 19) nosso roteador tem as portas usadas pelo programa Overnet (um programa P2P) abertas. Aprenda mais sobre este assunto lendo nosso tutorial Como Fazer Programas P2P Funcionarem em Redes Usando Roteadores de Banda Larga.


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Figura 19: Abrindo portas não padronizadas.

Segurança
Nos dias atuais com o mundo altamente conectado, segurança é uma preocupação real. Já falamos sobre as configurações básicas de segurança que você deve fazer em seu roteador – configurando uma senha de acesso e eventualmente desabilitando o gerenciamento remoto.Com mencionamos, seu roteador também trabalha como firewall. Ele bloqueará qualquer conexão de entrada para portas não padronizadas. É por isso que nós precisamos abrir portas não padronizadas usadas por certos programas. A configuração padrão do roteador é adequada para evitar que pessoas rodem jogos on-line, por exemplo.Uma opção interessante que todos roteadores possuem é bloquear solicitações ping de endereços IP públicos. O ping é usado para verificar se existe alguma máquina respondendo em um determinado endereço IP e esta técnica é também usada para encontrar computadores na rede. Se você desabilitar a resposta a solicitações ping, pessoas na Internet tentando encontrar computadores usando o ping não encontrarão seus computadores. Recomendamos, então, que você marque a opção “Discard PING from WAN side” em Firewall, Block WAN Ping. No entanto, se você rodar jogos online, requisições ping podem ser usadas para verificar a distância entre você e o servidor do jogo. Neste caso é melhor deixar esta opção habilitada.


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Figura 20: Desabilitando requisições ping.

Um outro recurso disponível em todos roteadores é a possibilidade de você atualizar o seu firmware. Você deve ir ao site do fabricante e fazer o download da última versão do firmware para o seu roteador e atualizá-lo. Em nosso roteador isto pode ser feito indo em System, Firmware Upgrade. Isto garantirá que o seu roteador estará protegido de qualquer falha de segurança descoberta pelo fabricante até o momento.

Todos os computadores da sua rede devem estar seguros agora do “mundo externo”. Claro que estamos falando de ataques de hackers usando técnicas de acesso direto ao seu endereço IP; você precisa ainda usar um antivírus e um programa antispyware em seus computadores. Se você instalar um cavalo de tróia em seu computador hackers terão acesso a ele mesmo que exista um firewall entre seu computador e o computador do hacker.

Recomendamos a leitura de dois tutoriais que já publicamos sobre segurança: Testando a Segurança de Seu Micro e Protegendo o Seu Micro Contra Invasões.

Agora que sua rede está configurada e segura, você pode compartilhar as pastas e impressoras entre os computadores sem se preocupar de alguém na Internet ter acesso aos seus arquivos. Leia nosso tutorial Como Compartilhar Pastas e Impressoras na Sua Rede para aprender mais sobre como compartilhar arquivos e impressoras na sua rede, já que este tutorial é seqüência deste presente tutorial.

FEITO POR: Gabriel Torres  e  Cássio LimA

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Configuração de Proxy

Dezembro 4, 2007

Muitos provedores utilizam um servidor destinado ao aumento da velocidade de navegação, chamado proxy. Ele funciona armazenando as páginas mais acessadas pelos usuários do provedor localmente, isto é, em um computador dentro do próprio provedor. Assim, se você chamar uma página “popular” (ex: www.altavista.com, www.shareware.com), o seu browser, em vez de carregar os dados do site original, pela Internet, carrega os dados armazenados dentro do próprio provedor. Com isso, o acesso a essa página fica muito mais rápido, pois acessar dados que estejam dentro do seu próprio provedor é muito mais rápido do que acessar dados que estejam em outro computador na Internet.

Acontece que não basta o seu provedor ter um servidor de proxy para a sua navegação ficar mais rápida. Você precisa configurar o seu browser, para que ele passe a utilizar esse serviço. O procedimento de configuração varia de acordo com o browser e de acordo com o provedor, pois você precisa entrar valores que são específicos para cada provedor.

No Netscape Communicator, por exemplo, essa configuração é feita através da opção Preferências do menu Editar, indo na categoria Avançado, opção Proxies da tela que aparecerá. Selecione “Configuração manual do proxy” e clique na caixa Exibir. Em seguida você deverá entrar os valores fornecidos pelo serviço de suporte de seu provedor.

Os bons provedores colocam os valores de configuração do proxy em sua página na Internet. Em todo o caso, entre em contato com o serviço de suporte de seu provedor para saber como configurar corretamente o proxy.

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Olhe sua casa na internet

Dezembro 4, 2007

Já pensou colocar câmeras em sua casa ou empresa e controlar essas câmeras pela Internet, mesmo que você esteja do outro lado do mundo? E colocar uma câmera ao vivo em seu site na Internet? Parece coisa de filme de ficção científica, mas é simples e relativamente barato fazer isso.

Para colocar uma câmera ao vivo na Internet, você precisará de um micro, pelo menos uma webcam, uma conexão de Internet banda larga com um endereço IP público e um software especial. Não é possível usar conexão discada para colocar a câmera ao vivo (até dá, mas você terá de ficar conectado direto; se você for viajar, por exemplo, torna-se inviável deixar o seu micro conectado direto na linha telefônica, por causa do altíssimo custo da conta telefônica depois). A questão de “endereço IP público” é a seguinte: o seu micro precisará ter um endereço IP que permita que qualquer outra máquina consiga acessá-la via Internet, justamente para você conseguir visualizar a câmera. A maioria dos serviços de Internet banda larga te dá um endereço IP público (endereço no formato 200.x.y.z). Entretanto, alguns serviços de banda larga – em especial os via rádio – não fornecem endereço IP público. Este tipo de endereço começa com 192.168 ou então 10.0. Se a sua conexão com a Internet tiver um endereço deste tipo, seu micro não pode ser acessado diretamente por outros micros da Internet, e, com isso, você precisará fazer algumas configurações adicionais no programa (configuração de proxy, e o seu provedor precisará ter um proxy configurado – a maioria tem).

Nós recomendamos que você use webcams USB, pois são de simples instalação. Em geral nosso micro tem várias portas USB sem estarem sendo usadas. Além disso, cada porta USB permite a conexão de até 127 periféricos e mesmo que todas as portas USB do seu micro estejam sendo usadas, basta comprar um hub USB para expandir a quantidade de portas USB do seu micro.

O software que recomendamos chama-se webcamXP e é um shareware válido por 21 dias que pode ser baixado em http://www.webcamxp.com. Este programa suporta até 5 câmeras, significando que você pode ter até 5 câmeras ao vivo na Internet ao mesmo tempo em seu micro. Após instalar este programa, basta você habilitar o seu micro como sendo um servidor de câmeras, bastando ir no menu web server e habilitar a opção enable http server.

Com o seu servidor habilitado, você poderá ver as câmeras da sua casa ou empresa a partir de qualquer computador do mundo abrindo a página http://a.b.c.d:8080, onde a.b.c.d é o endereço IP do seu micro. Por exemplo, se o endereço IP do seu micro é 200.168.43.142, você visualizará as câmeras no endereço http://200.168.43.142:8080/. Se você não sabe qual é o endereço IP da sua máquina não tem problema: no menu web server, opção HTTP settings o programa te dá essa informação.

Assim, em um cibercafé em outra cidade durante suas férias você pode rapidamente ver se os seus empregados estão trabalhando ou se está tudo bem em casa.

Para colocar a câmera em seu site na Internet, basta copiar o código que o programa te dá pronto no menu advanced, opção generate HTML for your site. Importante notar que o tráfego da câmera é redirecionado para o seu PC pessoal, isto é, os acessos serão feitos através do seu provedor de acesso e não através do seu servidor web. Isso significa que colocar uma câmera em seu site não irá aumentar o tráfego gerado por ele (como os servidores de hospedagem cobram por tráfego, essa informação é importantíssima).

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Lista de modelos de placa mãe

Dezembro 4, 2007
Fabricante Página BIOS Drivers Software Manuais
  • Ability
  • Esta empresa não existe mais.  
  • Abit
  • http://www.abit.com.tw BIOS Drivers Software Manuais
  • A-Corp
  • http://www.acorp.com.tw BIOS Drivers Manuais
  • AIR
  • Esta empresa não existe mais.  
  • Albatron
  • http://www.albatron.com.tw BIOS Drivers Manuais
  • Amptron
  • http://www.amptron.com BIOS Drivers Software Manuais
  • A-Open
  • http://www.aopen.com BIOS Drivers Software Manuais
  • Aristo
  • Esta empresa não existe mais.  
  • ASRock
  • http://www.asrockamerica.com BIOS Manuais
  • Asus
  • http://www.asus.com BIOS Drivers Software Manuais
  • Atima/FuguTech
  • http://www.atima.com  
  • A-Trend
  • Esta empresa não existe mais.    
  • Azza
  • http://www.azza.com.tw BIOS  
  • BCM
  • http://www.bcmcom.com BIOS Drivers Software Manuais
  • Biostar
  • http://www.biostar.com.tw BIOS Drivers Manuais
  • COMMELL
  • http://www.commell.com.tw BIOS Drivers  
  • Chaintech
  • http://www.chaintech.com.tw BIOS  
  • CP Tech
  • http://www.tul.com.tw BIOS Drivers  
  • DFI
  • http://www.dfi.com BIOS Drivers Manuais
  • ECS
  • http://www.ecs.com.tw BIOS Drivers Manuais
  • EFA
  • http://www.efacorp.com BIOS Drivers Manuais
  • ENPC
  • Esta empresa não existe mais.  
  • EPoX
  • http://www.epox.com.tw BIOS Drivers Manuais
  • Eurone
  • http://www.eurone.com.tw BIOS Drivers Manuais
  • Fastfame
  • http://www.fastfame.com.tw BIOS Drivers Manuais
  • FIC
  • http://www.fic.com.tw BIOS Drivers Software Manuais
  • Foxconn
  • http://www.foxconnchannel.com  
  • Free Tech
  • http://www.freetech.com BIOS Drivers Manuais
  • Full Yes
  • Esta empresa não existe mais.  
  • Gemlight/DTK
  • Esta empresa não existe mais.  
  • GigaByte
  • http://www.gigabyte.com.tw BIOS Drivers Manuais
  • Impression Brand
  • http://www.impression-brand.com BIOS  
  • Intel
  • http://www.intel.com BIOS Drivers Software Manuais
  • Iwill
  • http://www.iwill.net BIOS Drivers Manuais
  • Jaton
  • http://www.jaton.com BIOS Drivers  
  • Jetway
  • http://www.jetway.com.tw BIOS Drivers Manuais
  • Magic-Pro
  • http://www.magic-pro.com.hk BIOS Drivers Manuais
  • Mach Speed
  • http://www.machspeed.com BIOS Drivers Software Manuais
  • Matsonic
  • http://www.matsonic.com.tw  
  • MSI
  • http://www.msi.com.tw BIOS Drivers Software Manuais
  • Ocean
  • Esta empresa não existe mais.  
  • Pretech
  • http://www.pretech.com.tw BIOS Drivers Software Manuais
  • Power Color
  • http://www.tul.com.tw BIOS Drivers  
  • PCChips
  • http://www.pcchips.com BIOS Drivers Software Manuais
  • PC Partner
  • http://www.pcpartner.com.hk BIOS Drivers Manuais
  • Pionex
  • http://www.pionex.com
  • QDI
  • http://www.qdigrp.com BIOS Drivers Software Manuais
  • Rise
  • http://www.rise.com.tw BIOS Manuais
  • Shuttle
  • http://www.shuttle.com BIOS Drivers Manuais
  • Soltek
  • http://www.soltek.de BIOS Drivers Manuais
  • Soyo
  • http://www.soyo.com BIOS Drivers Manuais
  • Supermicro
  • http://www.supermicro.com BIOS Drivers Software Manuais
  • Tekram
  • http://www.tekram.com BIOS Drivers Manuais
  • TMC
  • Esta empresa não existe mais.  
  • Transcend
  • http://www.transcendusa.com BIOS Drivers Manuais
  • Tul
  • http://www.tul.com.tw BIOS Drivers  
  • Tyan
  • http://www.tyan.com BIOS Drivers Software Manuais
  • VIA
  • http://www.viavpsd.com BIOS Drivers Software Manuais
  • WIN
  • http://www.edom.com.tw  
  • XFX
  • http://www.xfxforce.com BIOS Drivers Software Manuais
  • Xsonic
  • http://www.xsonictech.com.tw  
  • Zida/Tomato
  • http://www.zida.com BIOS Drivers Software Manuais
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    [TUTO] Tudo o Que Você Precisa Saber Sobre Chipsets

    Dezembro 4, 2007
    Tudo o Que Você Precisa Saber Sobre Chipsets
    Autor: Gabriel Torres e Cássio Lima
    Tipo: Tutoriais Última Atualização: 08 de setembro de 2005
    Página: 1 de 4
    Ir para… Introdução Ponte Norte Ponte Sul Conexão Entre as Pontes
    Introdução
    Afinal de contas, o que é um chipset? Quais são suas funções? Qual é a sua importância? Qual é a sua influência no desempenho do micro? Neste tutorial responderemos a estas e outras questões.Chipset é o nome dado ao conjunto de chips (set significa “conjunto”, daí o seu nome) usado na placa-mãe.

    Nos primeiros PCs, a placa-mãe usava circuitos integrados discretos. Com isso, vários chips eram necessários para criar todos os circuitos necessários para fazer um computador funcionar. Na Figura 1 você pode ver uma placa-mãe de um PC XT.


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    Figura 1: Placa-mãe de um PC XT.

    Após algum tempo os fabricantes de chips começaram a integrar vários chips dentro de chips maiores. Como isso, em vez de usar uma dúzia de pequenos chips, uma placa-mãe poderia ser construída usando apenas meia dúzia de chips maiores.

    O processo de integração continuou e em meado dos anos 90 as placa-mãe eram construídas usando apenas dois ou até mesmo um único chip grande. Na Figura 2 você pode ver uma placa-mãe para 486 (lançada por volta de 1995) usando apenas dois chips grandes com todas as funções necessárias para fazer a placa-mãe funcionar.


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    Figura 2: Uma placa-mãe para 486. Este modelo usa apenas dois chips grandes.

    Com o lançamento do barramento PCI, um novo conceito, que ainda hoje em dia é utilizado, pôde ser empregado pela primeira vez: a utilização de pontes. Geralmente as placas-mãe possuem dois chips grandes: um chamado ponte norte e outro chamado ponte sul. Às vezes, alguns fabricantes de chip podem integrar a ponte norte e a ponte sul em um único chip; neste caso a placa-mãe terá apenas um circuito integrado grande!

    Com o uso da arquitetura em pontes os chipsets puderam ser padronizados. Falaremos mais sobre isso na próxima página.

    Os chipsets podem ser fabricados por várias empresas, como ULi (novo nome da ALi), Intel, VIA, SiS, ATI e nVidia. No passado havia outros fabricantes no mercado, como era o caso da UMC e OPTi.

    A maioria das pessoas confunde o fabricante do chipset com o fabricante da placa-mãe. Por exemplo, se uma placa-mãe usa um chipset fabricado pela Intel não significa necessariamente que a Intel também é a fabricante da placa. ASUS, ECS, Gigabyte, MSI, DFI, Chaintech, PCChips, Shuttle e também a Intel são alguns dos vários fabricantes de placas-mãe presentes no mercado. Os fabricantes de placas-mãe compram dos fabricantes de chipsets os chipsets para serem integrados em suas placas. Na verdade, existe um aspecto muito interessante nessa relação. Para construir uma placa-mãe, o fabricante da placa pode seguir o projeto padrão do fabricante do chipset, também conhecido como “modelo de referência”, ou pode criar seu próprio projeto, fazendo modificações no circuito para oferecer maior desempenho e mais funcionalidades.

    Ponte Norte
    O chip ponte norte, também chamado de MCH (Memory Controller Hub, Hub Controlador de Memória) é conectado diretamente ao processador e possui basicamente as seguintes funções:

    • Controlador de Memória (*)
    • Controlador do barramento AGP (se disponível)
    • Controlador do barramento PCI Express x16 (se disponível)
    • Interface para transferência de dados com a ponte sul

    (*) Exceto para processadores soquete 754, soquete 939 e soquete 940 (processadores da AMD, como é o caso do Athlon 64), já que nesses processadores o controlador de memória está localizado no próprio processador, e não na ponte norte.

    Alguns chips ponte norte também controlam o barramento PCI Express x1. Em alguns outros é a ponte sul quem controla o barramento PCI Express x1. Em nossas explicações assumiremos que a ponte sul é o responsável por controlar as pistas PCI Express x1, mas tenha em mente que isso pode variar de acordo com o modelo do chipset.

    Na Figura 3 você pode ver um diagrama que mostra a função da ponte norte no computador.


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    Figura 3: Ponte norte.

    Como você pode ver, o processador não acessa diretamente a memória RAM ou a placa de vídeo. É a ponte norte que funciona como intermediário no acesso do processador a estes dispositivos. Por causa disso, a ponte norte tem influência direta no desempenho do micro. Se um chip de ponte norte tem um controlador de memória melhor do que outro, o desempenho geral do micro será melhor. Isto explica o motivo pelo qual você pode ter duas placas-mãe voltadas para a mesma classe de processadores e que obtêm desempenhos diferentes.

    Como comentamos anteriormente, nos processadores Athlon 64 o controlador de memória está integrado no próprio processador e é por isso que praticamente não existe diferença de desempenho entre placas-mãe para esta plataforma.

    Como o controlador de memória está na ponte norte, é este chip que limita o tipo e a quantidade máxima de memória que você pode instalar no micro (no caso do Athlon 64, quem é o responsável por tais limites é o próprio processador, já que o controlador de memória está embutido nele).

    A conexão entre a ponte norte e a ponte sul é feita através de um barramento. No início, o barramento utilizado para conectar a ponte norte à ponte sul era o barramento PCI. Atualmente, o barramento PCI não é mais usado para esse tipo de conexão e foi substituído por um barramento dedicado. Falaremos mais sobre isso adiante, já que o tipo de barramento utilizado nesta conexão pode afetar o desempenho do micro.

    Ponte Sul
    O chip ponte sul, também chamado ICH (I/O Controller Hub, Hub Controlador de Entrada e Saída) é conectado à ponte norte e sua função é basicamente controlar os dispositivos on-board e de entrada e saída tais como:

    • Discos Rígidos (Paralelo e Serial ATA)
    • Portas USB
    • Som on-board (*)
    • Rede on-board (**)
    • Barramento PCI
    • Barramento PCI Express (se disponível)
    • Barramento ISA (se disponível)
    • Relógio de Tempo Real (RTC)
    • Memória de configuração (CMOS)
    • Dispositivos antigos, como controladores de interrupção e de DMA

    (*) Se a ponte sul tiver controlador de som on-board, será necessário a utilização de um chip externo chamado de codec (abreviação de codificador/decodificador) para funcionar.

    (**) Se a ponte sul tiver controlador de rede on-board, será necessário a utilização de um chip chamado phy (pronuncia-se “fái”, abreviação de physical, camada física, em português) para funcionar.

    A ponte sul é também conectada a dois outros chips disponíveis na placa-mãe: o chip de memória ROM, mais conhecido como BIOS, e o chip Super I/O, que é o responsável por controlar dispositivos antigos como portas seriais, porta paralela e unidade de disquete.

    Na Figura 4 você pode ver um diagrama que mostra a função da ponte sul no computador.


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    Figura 4: Ponte sul.

    Como você pode ver, enquanto que a ponte sul pode ter alguma influência no desempenho do disco rígido, este componente não é tão crucial no que se refere ao desempenho geral do micro quanto à ponte norte. Na verdade, a ponte sul tem mais a ver com as funcionalidades da sua placa-mãe do que com o desempenho. É a ponte sul que determina a quantidade (e velocidade) das portas USB e a quantidade e tipo (ATA ou Serial ATA) das portas do disco rígido que sua placa-mãe possui, por exemplo.

    Conexão Entre as Pontes
    Quando o conceito de pontes começou ser usado, a comunicação entre a ponte norte e a ponte sul era feita através do barramento PCI, como mostramos na Figura 5. O problema é que a taxa de transferência máxima do barramento PCI, 132 MB/s, era compartilhada por todos dispositivos PCI conectados à ponte sul, em especial os discos rígidos. Naquela época, isso não representava problemas, já que a taxa de transferência máxima dos discos rígidos era de 8 MB/s ou 16 MB/s.


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    Figura 5: Comunicação entre a ponte norte e a ponte sul usando o barramento PCI.

    Mas quando placas de vídeo (até então as placas de vídeo eram PCI) e discos rígidos de alto desempenho foram lançados, foi criado um “gargalo” no barramento PCI. Para você ter uma idéia, a taxa de transferência máxima de um disco rígido ATA-133 é a mesma do barramento PCI! Por isso, em teoria, um disco rígido ATA-133 consumiria toda a largura de banda do barramento PCI, reduzindo assim, a velocidade de comunicação entre os dispositivos conectados ao barramento.

    Para placas de vídeo de alto desempenho, a solução foi a criação de um novo barramento conectado diretamente à ponte norte, chamado AGP (Accelerated Graphics Port, Porta Gráfica Acelerada).

    A solução final veio quando os fabricantes de chipsets começaram a usar uma nova abordagem: eles criaram um barramento dedicado de alto desempenho entre a ponte norte e a ponte sul e conectaram os dispositivos PCI na ponte sul.


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    Figura 6: Comunicação entre a ponte norte e a ponte sul usando um barramento dedicado.

    Quando a Intel começou usar esta arquitetura, ela passou a chamar as pontes de “hubs”. A ponte norte passou a ser chamada MCH (Memory Controller Hub, Hub Controlador de Memória) e a ponte sul passou a ser chamada ICH (I/O Controller Hub, Hub Controlador de Entrada e Saída). Isto é apenas uma questão de nomenclatura para indicar o tipo de arquitetura que está sendo usado.

    Com a utilização dessa nova arquitetura, que é o tipo de arquitetura usado pelas placas-mãe de hoje, quando o processador precisa ler dados do disco rígido, os dados são transferidos do disco para a ponte sul e então repassados para a ponte norte (através de um barramento dedicado) que por sua vez chega até o processador (ou diretamente para a memória se o Bus Mastering – também conhecido como DMA – estiver habilitado). Como você pode ver, agora o barramento PCI ficou mais “folgado”, o que não acontecia na arquitetura anterior, onde ele estava sobrecarregado.

    A velocidade desse barramento dedicado depende do modelo do chipset. Por exemplo, no chipset Intel 925X a taxa de transferência máxima deste barramento é de 2 GB/s. Outro detalhe é que os fabricantes adotam nomes diferentes para esse barramento:

    • Intel: DMI (Direct Media Interface) ou Intel Hub Architecture (*)
    • ULi/Ali: HyperTransport
    • VIA: V-Link
    • SiS: MuTIOL (**)
    • ATI: A-Link ou PCI Express
    • nVidia: HyperTransport (**)

    (*) A interface DMI é mais nova, usada a partir dos chipsets i915 e i925, e usa dois canais de dados separados, um para a transmissão e outro para a recepção (comunicação full-duplex). O Intel Hub Architecture, usado pelos chipsets anteriores, usa um mesmo caminho tanto para a transmissão quanto para a recepção (comunicação half-duplex).

    (**) Alguns chipsets da nVidia e da SiS são formados apenas por um único chip, ou seja, tanto as funções da ponte norte quanto as funções da ponte sul estão integradas em apenas um chip.

    No Radeon Xpress 200 da ATI, a comunicação entre a ponte norte e a ponte sul é feita através de duas pistas PCI Express. Isso não afeta o desempenho do sistema, porque ao contrário do barramento PCI, o barramento PCI Express não é compartilhado por todos dispositivos PCI Express, já que ele é uma solução ponto-a-ponto, o que significa que esse barramento é usado para conectar apenas dois dispositivos, o receptor e o transmissor; nenhum outro dispositivo pode ser “pendurado” a esta conexão. Uma pista é usada para a transmissão e a outra para recepção dos dados (comunicação full-duplex).

    O barramento HyperTransport também usa dois canais de dados separados, um para a transmissão e outro para a recepção (comunicação full-duplex). Clique aqui para aprender mais sobre este barramento

    Se você quiser saber mais detalhes sobre um determinado chipset, vá até a página do seu fabricante. Aqui você pode encontrar uma lista completa dos fabricantes de chipsets e seus respectivos endereços na internet.

    Como comentamos anteriormente, você pode estar curioso para saber o que são os “dispositivos PCI on-board” listados nas Figuras 5 e 6. Dispositivos on-board, como rede e som, podem ser controlados pelo chipset (ponte sul) ou por um chip controlador adicional. Quando a segunda opção é usada, o chip controlador é conectado ao barramento PCI.

    FONTE: CLUBE DO HARDWARE

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    [TUTO] Tecnologia de Gravação Perpendicular

    Dezembro 4, 2007
    Introdução
    A maioria dos discos rígidos encontrados no mercado hoje utiliza um tipo de tecnologia de gravação chamada longitudinal, onde os bits são gravados na superfície magnética lado a lado. Este tipo de tecnologia de gravação vem sendo utilizado desde o lançamento dos primeiros discos rígidos. No entanto, um novo tipo de tecnologia de gravação, chamada perpendicular, vem sendo utilizada pelos discos rígidos mais novos e que permite uma maior densidade de gravação de dados do que a tecnologia longitudinal. Neste tutorial aprenda sobre a tecnologia de gravação perpendicular e como os dados são gravados na superfície magnética dos discos.Os dados são lidos e gravados nos discos magnéticos graças ao fenômeno físico do eletromagnetismo. Em 1820, um físico chamado Hans Christian Oersted observou enquanto preparava uma aula de laboratório para seus alunos de Física que uma corrente elétrica passando por um fio ocasionava a deflexão do ponteiro de uma bússola. Quando a corrente elétrica era desligada o ponteiro da bússola voltava a ser alinhado com o campo magnético da Terra. Com isso, ele chegou a conclusão de que todo condutor (fio) cria um campo magnético ao seu redor quando há uma corrente elétrica passando. Quando a direção da corrente elétrica (ou polaridade) é invertida, a polaridade do campo magnético também é invertida.

    Em 1831, um outro físico, chamado Michael Faraday, descobriu que o processo inverso também era verdade, ou seja, se um campo magnético forte o suficiente fosse criado poderia induzir corrente elétrica em um fio. Caso a direção do campo magnético fosse invertida, a direção do fluxo da corrente elétrica também seria.

    Para entender como os dados são lidos e gravados nos discos rígidos e em outros dispositivos magnéticos tenha em mente essas duas propriedades do eletromagnetismo:

    • Todo condutor cria um campo magnético ao seu redor quando há uma corrente elétrica passando por ele.
    • Um campo magnético forte pode induzir corrente elétrica em um fio.

    Isto é tudo o que você precisa saber para entender como os dados são lidos e gravados em seu disco rígido. A cabeça de leitura e gravação do disco é formada por um material condutor em formato de U (de cabeça para baixo) envolvido por uma bobina através da qual a corrente elétrica passa. No processo de escrita, uma corrente elétrica positiva ou negativa é aplicada na bobina o que faz com que um campo magnético seja criado na cabeça de leitura/gravação. Este campo magnetiza a superfície bem abaixo da cabeça, alinhando as partículas magnéticas para a esquerda ou para a direita dependendo da polaridade da corrente elétrica. Lembre-se que a inversão da polaridade da corrente elétrica resulta também na mudança de polaridade do campo magnético. Um bit de dado armazenado nada mais é do que uma seqüência de partículas magnetizadas.


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    Figura 1: Cabeça de leitura e gravação.

    No processo de leitura, quando a cabeça passa por uma área magnetizada, uma corrente elétrica positiva ou negativa é induzida nela, permitindo a leitura dos bits armazenados.

    Na próxima página falaremos sobre como a tecnologia de gravação perpendicular funciona e a compararemos com a tecnologia de gravação longitudinal.

    Perpendicular vs. Longitudinal
    A superfície do disco rígido é feita de alumínio ou vidro e sobre ela é depositada uma camada de material magnético, geralmente óxido de ferro com outros elementos. Vimos na página anterior que a cabeça de leitura/gravação magnetiza as partículas da superfície do disco de acordo com a corrente elétrica aplicada sobre ela. Vimos também que uma seqüência de partículas magnetizadas representa um bit de dados no disco.Na tecnologia de gravação longitudinal, utilizada em praticamente todos os discos rígidos disponíveis hoje, as partículas magnéticas são alinhadas lado a lado (horizontalmente) na superfície do disco, como você pode ver na Figura 1.


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    Figura 2: Tecnologia de gravação longitudinal.

    Durante muitos anos, a forma usada pelos engenheiros para aumentar o espaço de armazenamento dos discos rígidos foi diminuir o tamanho das suas partículas magnéticas. Quanto menor as partículas, mais dados podem ser armazenados no disco rígido. O problema é que ao diminuir o tamanho das partículas elas ficam mais suscetíveis a um fenômeno chamado superparamagnetismo que compromete a integridade dos dados armazenados. Este fenômeno ocorre quando as partículas se tornam tão pequenas que variações na temperatura do disco pode fazer com que os campos magnéticos das partículas sejam invertidos, o que resultaria em dados corrompidos e inconsistentes.

    O fenômeno do superparamagnetismo é um dos grandes responsáveis por evitar o aumento da capacidade dos discos rígidos com tecnologia de gravação longitudinal.

    Já na tecnologia de gravação perpendicular, as partículas magnéticas estão alinhadas verticalmente (perpendicularmente) na superfície do disco, como você pode ver na Figura 3.


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    Figura 3: Tecnologia de gravação perpendicular.

    Com a tecnologia de gravação perpendicular, mais dados podem ser armazenados no disco e menores são os problemas com o fenômeno do superparamagnetismo.

    Conclusões
    Com a tecnologia de gravação perpendicular veremos a capacidade de armazenamento dos discos aumentarem rapidamente e dentro de pouco tempo teremos discos com capacidade de um terabyte. Para você ter uma idéia, a Seagate lançou recentemente sua nova linha de discos rígidos Barracuda 7200.10 baseada na tecnologia de gravação perpendicular com capacidade de até 750 GB!Os dispositivos portáteis também se beneficiarão desta tecnologia, já que mais bits podem ser armazenados em um espaço físico menor.

    Vamos aguardar para ver como é o desempenho dos discos rígidos com tecnologia de gravação perpendicular em comparação aos discos com tecnologia de gravação longitudinal.

    FONTE: CLUBE DO HARDWARE

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    Wooo W53H, Um Celular com TV 1Seg

    Dezembro 4, 2007

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    Wooo W53H

    A Hitachi apresenta o W53H, seu mais novo celular com tuner de TV 1Seg. Ele tem apenas 14.2 mm de espessura, e pesa só 131 gramas. A tela OLED tem 2.8”, e o W53H também tem uma câmera digital de 2 megapixels e GPS. A bateria dura até 250 minutos de conversa e 360 horas em standby. O celular também tem um slot para cartões MicroSD. Além de todas as funcionalidades, o Wooo W53H também se destaca pelo seu belo design.

    O preço ainda não foi informado, mas o Wooo W53H deve ser um lançamento exclusivo da operadora AU no Japão. Leia o press release no site da Hitachi (traduzido do Japonês).

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    Um celular com games de 8GB ?!?! Só o N81

    Dezembro 4, 2007

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    Nokia N81c

    A Nokia não desistiu da plataforma N-Gage, e aposta suas fichas no sucesso dos games em seus celulares com o lançamento do Nokia N81. Este celular 3G HSDPA tem Wi-Fi, 8 GB de capacidade, um menu multimídia em 3D, e permite que você compre jogos e músicas da Nokia Music Store e do serviço N-Gage.

    O N81 tem uma tela de 2.4” QVGA com 16 milhões de cores, teclas dedicadas para música e jogos e suporte a jogos na horizontal ou vertical. Ele também tem caixas de som integradas e Bluetooth estéreo, e deve ser lançado na Europa por 430 Euros mais impostos.

    A Nokia também confirmou uma versão do N95 com os mesmos 8 GB de capacidade do N81.